traabalhos de escola











{abril 6, 2011}   Livro: Quatro contos.

Presente dos Reis Magos

Biografia do autor

Autor: O. Henry.



O. Henry (1862-1910) era o pseudónimo de William Sydney Porter, um dos maiores contistas americanos do século XIX e um dos autores mais populares do seu tempo. Nasceu na Carolina do Norte numa família culta e abastada. Aos três anos de idade e após a morte da mãe por tuberculose, o pai, médico, decidiu que se deviam mudar para a casa da avó paterna. William começou por frequentar a escola de uma tia e aos 15 anos começou a frequentar o Liceu que concluiu com a tia por tutora. Em 1879 empregou-se com aprendiz de farmacêutico/boticário na drogaria do seu tio tendo aos 19 anos obtido a licença de farmacêutico.
Em 1882 foi para o Texas, alguma sintomatologia de tuberculose e a ideia que uma mudança de clima seria benéfica contribuíram para essa decisão. Casou e empregou-se como caixa num banco, começando ao mesmo tempo a escrever. Comprou um jornal, The Rolling Stone, que fechou pouco depois. Porter foi acusado de desfalque no banco e fugiu para as Honduras, de onde regressou passados três anos devido ao estado terminal da sua esposa que tinha permanecido no Texas. Julgado e sentenciado, cumpriu pena durante quatro anos numa penitenciária do Ohio, tendo começado a escrever sob o pseudônimo de O. Henry. Saído da prisão, passou a viver em Nova Iorque em estado de reclusão quase absoluta, embora fosse extremamente popular, com o terror de ser reconhecido como William Sydney Porter, devido aos anos passados na prisão. Acabou por morrer alcoólico e na miséria. O. Henry foi um autor original e fecundo, com um ritmo de escrita tal que lhe é atribuído praticamente um novo conto por semana.

Apresentação.

O conto relata uma história de um casal, que sua esposa Della queria comprar um presente de Natal para seu marido Jim. Mas eles eram muito pobres e não havia sobrado nenhum dinheiro aquele mês. Eles tinham dois bens preciosos que se orgulhavam. Um era o cabelo de Della e o outro era o relógio de Jim.
Nesse conto, você irá descobrir o que Della faz para comprar o presente de Jim e a surpresa que Jim fez para Della.

 

Resumo da obra

Della era muito pobre, tinha apenas um dolár e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Natal para seu marido Jim.
Vinte dólares por semana era pouco comparado as despesas de casa, e este mês as despesas foram maior.
Della e seu marido, tinham dois bens, em que se orgulhavam. Um era o relógio de Jim, que era de seu avô. O outro, era o cabelo de Della, grande, ondulado e brilhante como uma cascata de águas castanhas.
De repente Della parou em frente de um espelho e, rapidamente soltou seus cabelos, os arrumou, pôs sua blusa e seu chapéu velho, foi para rua, onde parou e leu uma tabuleta: “ Madame Sofronie. Cabelo de todos os tipos”. Imediatamente ela teve uma ideia de que iria vender o seu cabelo, onde saiu correndo atrás da senhora.
Della conseguiu vender seu cabelo por vinte dólares, logo em seguida, ela vasculhava as lojas á procura do presente de Jim.
Encontrou um que era perfeito para ele, uma corrente de platina para seu relógio, comprou e foi para casa.
Quando chegou em casa, pôs – se a frisar seu cabelo, tentando consertar a medida do possível.
Ás sete horas o café estava pronto e as costelas estavam prontas para fritar.
Então, Jim chegou, e Della estava muito nervosa.
Quando ele viu, ficou numa expressão em que Della não interpretava, paralisado.
Della explicou tudo a ele, e finalmente pareceu acordar, então ele disse que nada poderia fazer com que ele gostasse menos dela.
Jim, pôs sobre a mesa um conjunto de pentes que Della sempre quis, mas agora ela estava com os cabelos curtos.
Della mostrou o seu presente para ele, mas ele disse que vendeu o relógio para comprar o presente dela, Della sorriu para ele.
Então eles foram preparar as costelas.

A carta roubada

Biografia do autor

Autor: Edgar Allan Poe.


Edgar Poe nasceu em 1809, filho de um casal de atores pobres. Criado pelo rico comerciante John Allan, teve uma educação primorosa e foi desde cedo notado pelo talento extraordinário, associado a um carater difícil e rebelde, causa de sua expulsão de vários colégios. Em consequência de desentendimento, rompeu com seu pai de criação e procurou viver como escritor e jornalista. Em 1836, cassou – se com uma prima, que ainda não completara quatorze anos de idade. A figura de uma jovem esposa – beleza destinada a mote prematura – somou – se, em seu mundo imaginário, à tênue figura da mãe perdida na infância. Enfrentou enormes dificuldades, agravadas pelo alcoolismo. Sua vida trágica encerrou – se cedo: em 1849, dois anos depois do falecimento de sua mulher, ele morreu, aos quarenta anos, em circunstâncias misteriosas.

Edgar Allan Poe é o primeiro grande escritor americano. Escreveu poemas, contos, um romance, crítica literária, e em todos esses gêneros deixou a marca de sua genialidade. Seus contos, porém, são a parte central de sua produção: ele é um mestre estupendo do conto fantástico e de terror, assim como do conto de mistério e raciocínio. Neste último caso inclui – se “A carta roubada”.

Apresentação.

O conto fala do Sr. G*** que é chefe de polícia de paris, vai consultar o C. Augusto Dupin sobre o caso do furto de uma carta, que acredita que foi o ministro D***.
Nesse conto você vai descobrir se o ministro D*** foi quem robou a carta e como Dupin fez para consegui – la de volta.

Resumo da obra

Em Paris, estava eu, em uma pequena biblioteca fumando um cachimbo com meu amigo C. Augusto Dupin, quando de repente veio um conhecido de longa data, o Sr. G***, chefe de polícia, veio consultar meu amigo de caso que lhe trazia aborrecimentos.
“- Um documento da maior importância foi furtado dos aposentos reais. Trata – se do ministro D***, que usou uma estratégia muito engenhosa para roubar a carta. A senhora a carta a lendo, quando foi interrompida, tentou em vão guardar numa gaveta, mas viu – se obrigada a deixar em cima da mesa. Então chega D***, que imediatamente notou o papel. Enquanto conversava sobre negócios políticos, tirou outra carta semelhante e coloca ao lado da outra, ao se despedir, pega a carta que não era sua.
A pessoa roubada precisa recuperar a carta, pois o ministro pode usa – la para fins políticos que pode prejudica – la. Encarrego – me da tarefa, realizei uma busca completa e minisiosa no palacete do ministro, investiguei todos os cantos em que pudesse estar o papel”.
“- Então nos contará em detalhes a revista do palacete”, disse eu.
“- Procuramos por toda a parte, até usamos microscópio”. O que devemos fazer Dupin?
“- Realizar uma busca miniciosa no palacete”.
“- Não há necessidade, já fizemos isso. Tenho certeza de que não está lá”.
“- O senhor tem uma descrição pormenorizada da carta?”
“- Sim”. E leu a descrição minisiosa, depois partiu.
Depois de um mês fez – nos outra visita.
“- Examinei de novo o apartamento e nada!”
“- Quanto é a recompensa?” perguntou Dupin.
“- Cinquenta mil francos”.
“- Pois pode assinar o cheque, que entregarei a carta”.
O Sr. G*** não conseguia nem falar, assinou o cheque, Dupin pegou a carta dentro da gaveta, entregou – o e saiu sem dizer nada.
Depois dele sair, Dupin foi me explicar como pegou a carta.
“- D*** sabia que todos os cantos da casa iam ser vasculhados, o caso era claro, e por ser tão simples, confundiu G***.
Ele é talvez o mais ativo doa homens vivos, mas somente quando ninguém está vendo.
Pude passar em revistar cuidadosamente todo o apartamento, enquanto com o olhos, dava a impressão de estar atento ao que o ministro dizia. Prestei atenção em uma escrivaninha que estavam cartas e outros papéis, então vi um porta – cartão, estava suja e meio rasgada, como coisa sem importância, quando vi era a carta que buscava.
Depois de prolongar a conversa com o ministro, despedir – me do apartamento deixando minha tabaqueira.
No outro dia fui busca – la, quando de repente ouve um tiro, em que o ministro foi correndo ver, essa foi a hora de pegar a carta e coloquei outra semelhante no lugar.
O disparo foi feito por um homem, em meio a uma multidão de mulheres e crianças, O suposto lunático era um homem pago por mim”.
“- Mas por que você colocou outra carta no lugar?”
“- D*** é um homem violento, e se tivesse feito isso, talvez não sairia vivo de lá.
“- Você escreveu algo na carta?”
“- Sim, copiei alguns versos com minha letra, que ele conhece muito bem”.

A sociedade dos ruivos

Biografia do autor

Autor: Arthur Conan Doyle


Arthur Conan Doyle (1859-1930) nasceu em Edimburgo  (Escócia)  e morreu  em Cowborough  (Inglaterra).Diplomou-se em medicina e exerceu a profissão durantealgum  tempo.  Escreveu  romances  históricos  e  estudossobre  fenômenos  paranormais,  mas  seu  sucesso  comoescritor deveu-se a suas novelas policiais, nas quais criouo  célebre  detetive  Sherlock  Holmes  e  seu  assistente,  omédico  Dr.  Watson  (curiosamente,  este  era  um  pseudônimo usado por Conan Doyle em sua profissão).Sherlock  Holmes  é  um  detetive  que  se  distinguenão apenas pela coragem e persistência com que faz seutrabalho.  Ele  chega  à  solução  dos  casos  sobretudo  pormeio de sua inteligência, de sua intuição e de seu enormepoder de observação. Embora conviva com o crime, suaprofissão  não  o  torna  grosseiro:  pelo  contrário,  elaparece  desenvolver  ainda  mais  sua  fina  sensibilidade.Holmes  é  também  um  apreciador  da  arte  e,  segundoalguns  historiadores,  personifica  alguns  traços  dapersonalidade  de  seu  autor,  um  homem  arguto,  sutil  e,sobretudo, defensor da justiça.

Apresentação.

O conto relata, um homem chamado Watson de cabelos ruivos, foi resolver um caso sobre o porque que a Sociedade dos Ruivos fechou.
Nesse conto você vai descobrir o porque que fechou e para que eles queriam que Watson trabalhasse na Sociedade.

Resumo da obra.

No ano passado, fui visitar meu amigo detetive Sherlock Holmes, que estava conversando com um homem ruivo e gordo.
“Desculpe – me Holmes”, eu lhe disse.
“Entre Watson”.
“Você está ocupado?”
“Não se preocupe, o sr. Wilson tem sido meu companheiro de casos. E ele poderá nos ajudar em seu caso! Sr. Wilson, o senhor pede contar seu caso do começo?, quero que sr. Watson ouça”.
O sr. Wilson tirou do bolso um velho jornal: “Aqui está o anúncio que procurava, acho que o senhor pode lê – lo sozinho”.
Então comecei a ler, que falava da Sociedade dos Ruivos.
“O que significa isso?” perguntei – lhe.
“ Sr. Wilson conte – nos um pouco da sua vida pessoal. Watson você deve ter notado a data, a dois meses atrás”.
“Bem, trabalho emprestando dinheiro as pessoas, como garantia meus emprestemos. Joias, roupas, etc. Nos últimos tempos, os negócios não estão indo nada bem. Estou com muita dificuldade de pagar meus sustento. Antes, eu pagava dois ajudantes, mas agora só pago um que felizmente ele aceitou me ajudar pela metade do salário, que se chama Vicent Spaulding, é muito competente e trabalha de modo satisfatório”.
“Sim, mas é muito estranho”.
“ Ah!, e foi ele que por coincidência chamou a atenção na Sociedade doa Ruivos. Ele chegou um dia com esse jornal dizendo – me:
“‘Sr Wilson, como eu queria ser um homem ruivo!”’
“Por que?”
“Veja esse anúncio: há uma vaga na Sociedade dos Ruivos e quem for admitido vai ganhar muito dinheiro”.
“Mas que tipo de trabalho?, perguntei”.
“Você ganhará mais ou menos duzentos pounds por ano, sem contar que o trabalho é leve. Pode ver ccom seus próprios olhos, aqui está o endereço para que os candidatos se apresentem, a Sociedade foi fundada por um milionário, sr. Hopkins.
“Já estava ficando interessado, pois como os senhores sabem, um dinheiro extra na vida em que estou levando, é bom. Como que meu ajudante parecia bastante informado da Sociedade, pedi que ele me acompanhasse até o endereço. Quando chegamos lá, pensei em desistir, mas Vicent me puxou mesmo recorrendo aos empurrões, conseguimos chegar na escada que dava acesso ao escritório, havia apenas duas fileira. Atrás da mesa, havia um homem de cabelos ainda mais brilhante do que os meus. Ele era muito exigente, descobria um defeito e já mandava embora. Quando chegou a minha vez, ele pareceu meio interessado e fechou a porta para conversamos com maior privacidade.
“Esse é o sr. Wilson, disse Vincent, que havia permanecido comigo”.
“Ele tem de fato a cor certa, jamais vi cabelo da cor tão perfeita”.‘De repente ele puxou  meu cabelo até que eu gritasse’. “É porque muitos já nos enganaram com cabelos falsos”. Ele gritou em meio a multidão que havia tido uma vaga preenchida”.
“Então ele se apresentou mais delicadamente: ‘Meu nome é Ducan Ross e eu também sou um membro da Sociedade dos Ruivos’.”
“Esclareci a eles que já exercia uma atividade e que passava uma parte do dia ocupado, mas Vicent disse que iria me substituir na loja para aceitar todo período de trabalho na Sociedade”.
“Qual será o horário de trabalho?, perguntei”.
“Das dez da manhã, ás duas da tarde todos os dias”.
“Achei a proposta dele mito satisfatória”.
“E qual será o pagamento?, perguntei – lhe.”
“Quatro pounds por semana”.
“Qual será o trabalho?”
“O senhor terá que copiar as páginas da Enciclopédia Britânica e irá começar pelo volume da “letra A”. O senhor pode começar amanhã?”
“Sim, com certeza”.
“Nós nos despedimos e fui para casa com meu ajudante, muito feliz”.
“Quando me pus a refletir já não estava tão feliz assim, parecia – me ridículo aquele salário de quatro pounds por semana, eu achei que alguém estava tentando pregar-me uma peça, entende?
“Sim, entendemos”, disse imediatamente.
“Comprei papel, caneta e tinta e dirigir – me ao escritório da Rua Fleet”.
“Bem senhores, o meu primeiro dia foi muito satisfatório, o sr. Ducan Ross estava a minha espera quando cheguei, e de vez em quando ia olhar como estava meu trabalho, às duas horas, ele veio me despedir e disse que estava muito contente com meu trabalho.
“O mesmo ocorreu nos dias seguintes, o sr. Ducan Ross vinha me ver com uma frequencia cada vez menor, e só aparecia nos sábados quando vinha pagar – me, coisa que jamais deixou de fazer”.
“Bem, meu trabalho na Sociedade dos Ruivos prosseguiu normalmente e oito semanas se passaram, quando, subitamente de um dia para o outro, tudo aquilo acabou”.
“Como assim acabou?”
“Sim, acabou. Um dia fui ao trabalho quando a porta estava trancada e só havia um cartaz dizendo que a Sociedade dos Ruivos foi extinta, que aqui está”.
Eu e o sr. Holmes lemos aquele cartaz com atenção. Olhamos um para o outro e explodimos, irresistívelmente em sonoras risadas.
“Eu não acho isso engraçado, se os senhores não podem resolver este caso, irei procurar outro detiver”.
“Desculpe – nos”, disse Holmes. “Estou interessantíssimo em seu caso, mas conte – me quais foram as ações que tomou a seguir?”
“Perguntei ao proprietário do edifício e ele disse que irá encontra – lo em seu novo escritório, mas quando cheguei lá, se tratava de uma enorme fabrica e ninguém sabia quem era o sr. Ducan Ross”.
“Então, o que fez?” perguntou Holmes.
“Fui para casa e conversei com meu ajudante Vicent, ele tranquilizou – me dizendo que eu ia receber um comunicado da Sociedade pelo correio e que era só esperar, e é que tenho feito desde então, e decidi procurar – lo, porque ouvi falar que o senhor ajuda as pessoas pobres a resolver os seus problemas. Isso é tudo que tenho a dizer ao senhor.
“Talvez trate de um assunto muito mais sério que o senhor imagina. Agora, me conte algumas coisa de seu ajudante, quanto tempo fazia que ele trabalhava com você, quando lhe trouxe esse anúncio?”
“Cerca de três meses”.
“Como foi que ele apresentou ao senhor?”
“Em resposta de um anúncio de emprego em que fizera”.
“Porque o senhor o escolheu, preferindo aos demais?”
“Pois ele se dispôs a trabalhar recebendo só a metade do salário e mostrou – se muito competente”.
Quando o sr. Wilson disse fisicamente como ele era, o sr. Holmes demostrou – se uma grande excitação: “Eu acho que conheço esse homem, ele ainda trabalha com senhor?”
“Sim”, disse Wilson.
“Isso já é o bastante, terei grande satisfação em dar um parecer ao senhor daqui dois dias, despeço – me aqui do senhor”.
Depois do sr. Wilson ter ido embora, Holmes me preguntou: “O que você pensa de tudo isso?”
“É com certeza um caso muito misterioso”.
“Vou fumar enquanto reflito sobre isso”.
Holmes sentou – se e acendeu um cachimbo, até que de repente, levantou – se decidido, me disse:
“Há uma grande violinista apresentando essa noite, venha comigo, vamos fazer o caminho da Praça Caburg, onde é a casa de penhores do sr. Wilson, quero passar em toda a vizinhança dele”.
“Tudo bem”.
Sherlock Holmes parou em frente da loja e a examinou inteira, cuidadosamente. Ele bateu na porta da loja, que um jovem bem barbeado mandou entrar. Holmes apenas perguntou onde ficava o teatro Strand, ele respondeu e fechou a porta a seguir.
“Suponho que tenha batido na porta a fim de conhecer o Vicent Spaulding, pois ele tem um importante papel nessa história nesse mistério, não?”
“Na realidade quis ver os joelhos das calças dele”.
“Por que o senhor bateu com a bengala na calçada?”
“Agora é a hora de observar, não de conversar”.
Dobramos a esquina e chegamos numa rua movimentada. O sr. Holmes ficou parado examinando toda aquela rua tentando decorar a ordem daqueles edifícios, depois fomos comer um lanche e fomos ouvir aquele violinista.
O sr. Holmes é amante de mpusica e sabia bem tocar violino, além de ser compositor.
“Sem dúvidas você está querendo ir para casa” disse Holmes.
“Sim, eu estou”.
“Preciso do seu auxílio hoje à noite, alguém planejou um crime tremendo”.
“A que horas nos encontramos?”
“Às dez horas, devo lembrar que haja um certo perigo, então traga o seu revolver” e ele saiu em meio a multidão.
Sempre que trabalhava com Shelock Holmes, sentia – me de fato, inferior a ele. No caminho para casa, vim refletindo sobre a história de Wilson, mas não conseguia depreender. Afinal, porque é que precisava de levar comigo o meu revolver?
Às nove horas, fui ao apartamento de Holmes. Ao entrar em seu quarto, havia dois homens, um se chamava Peter Jones, o inpetor oficial da polícia e o outro não sabia o nome.
“Bem, nosso grupo está completo, permita lhe apresentar o Sr. Merryweather que vai nos acompanhar está noite”.
O sr. Peter Jones disse alguma coisas sobre o trabalho de Holmes a Merryweather.
“Se o senhor diz essas coisas, então está tudo perfeito” disse sr. Merryweather.
“O senhor irá ganhar nesse jogo, uma quantia de dinheiro muito maior. E você, Jones, vai finalmente copturar o homem que está procurando há tanto tempo. Bem, proponho que façamos o seguinte: você dois apanham o primeiro tilburi, que eu e Watson os seguimos no segundo, certo?”
Finalmente chegamos a rua movimentada, fomos diretamente para frente do Banco da Cidade. Entramos no edifício, seguindo o sr. Merryweath, que abriu as portas com suas chaves, ele acendeu uma lanterna e entramos num porão fundo, onde havia caixões empilhados.
“O senhor está protegido de qualquer ladrão que entrar aqui” disse Holmes. “Peço – lhe que falem mais baixo. Espere pacientemente, sim?”
O sr. Holmes examinou, cuidadosamente, as pedras do solo.
“Vamos ter que esperar, pois eles não terão nada a fazer antes que o sr. Wilson durma. O sr. Merryweatherpode dizer o por que que os ladrões estão interessados aqui”.
“Por causa do ouro francês que esta guardado nessas caixas” disse Merryweather.
“Precisamos apagar as luzes, quando eles chegarem aguardem que eu tomo a iniciativa, se for preciso, vou ofuscar os olhos deles com a luz e saltaremos todos então sobre eles. Se atirarem, não tenham nenhum receio de abate – los, use o seu revolver.
Todos obedeceram as instruções de Holmes.
“Só há uma maneira deles escaparem daqui, espero que tenha feito o que lhe pedi Jones” disse Holmes.
“Sim, enviei dois policiais em prontidão”.
O tempo dava – me a impressão de passar devagar.
Todos nós olhávamos para uma luz que vinha de um dos lados de uma das pedras. De repente ouvimos um som alto e ruidoso. Logo em seguida, uma cabeça de um homem jovem aparecia. Todos nós, nos controlávamos aguardando a ação de Holmes. O homem olhou ao redor sem que nos conseguisse ver, depois saiu um segundo homem de cabelos ruivos igual de Wilson. Holmes saltou sobre o primeiro homem pegando pela gola, o segundo homem atirou no buraco, o primeiro homem, Holmes pegou o revolver dele imediatamente.
“Você não tem nenhuma chance de escapar” disse Holmes.
“Mas meu companheiro já saiu nesse momento”.
“Há três homens da polícia esperando ele”.
“Estenda suas mãos para as algemas” disse Jones.
Jones lovou – o para fora do porão e nós os seguimos.
“Pra mim foi um prazer capturar John Clay, estou satisfeito de ter ouvido a extraordinária história da Sociedade dos Ruivos.
“A história de copiar verbetes estava clara que era para afastar o sr. Wilson de sua loja, não há dúvida que essa é uma maneira muito engenhosa para livrar – se do sr. Wilson. A primeira coisa que me despertou, foi o fato do empregado do sr.Wilson, trabalhar pela metade do salário. Conclui que eles só podiam ter interesse em algo que estivesse fora de casa. O sr. Wilson observou que seu ajudante gostava muito de fotográfica, ele fazia talvez um túnel que levasse a outro lugar. Percebi que essa motivação dos ladrões era construir um túnel que levasse ao Banco” contou – me Holmes, quando estávamos tomando uma caipirinha no dia seguinte.
“Como o senhor adivinhou que os ladrões iam assaltar o banco ontem à noite?”
“Quando eles deram um fim na Sociedade dos Ruivos, eles jpa tinham concluído o túnel. O melhor dia para roubar o dianheiro seria sábado, pois teria mais tempo de fugir, pois os bancos são fechados aos domingos”.
“Você compreendeu magnificamente! Pois tudo se liga perfeitamente” exclamei a ele. “Você é um benfeitor da raça humana”.
“Bem, afinal de contas, talvez isso tem alguma utilidade.

Rip Van Winkle.

Biografia do autor.

Autor: Washington Irving


Washington  Irving   (1783-1859)  era  filho  de  umrico  comerciante  de Nova York. Encaminhou-se  para  oestudo  do  Direito,  mas  logo  revelou  seu  pendor  pelasviagens  e  pela  atividade literária. Viveu  dezessete  anosna  Inglaterra  e  foi  embaixador  dos  Estados  Unidos  naEspanha, país que é cenário de várias de suas narrativas.Seu  livro  mais  conhecido,  de  grande  sucesso  naépoca,  é  The  Sketch-Book  (“Caderno  de  esboços”),produto  de  sua estada  no interior  da  Inglaterra e  de  seuamor  pelos  escritores  românticos.  Nesse  livro  seencont r am  ve r sõe s   ame r i c ana s   de   a lguns   contostradicionais europeus, entre os quais “Rip Van Winkle”,sua obra mais famosa.Washington  Irving  representou  um  elo importanteentre  a  cultura  européia  e  a  nascente  cultura  autônomados Estados Unidos.

 

Apresentação.

O conto menciona, de um homem chamado Rip Van Winkle que ajuda para o que precisar seus vizinhos,  mas cumprir os deveres para com a  família e manter sua fazenda em ordem, ele achava impossível para ele e sua mulher só reclamava, com o passar do tempo foi ficando pior no casamento. Um dia quando estava escalando a montanha Kaatskill, um velho chamou para pedir ajuda.  A partir daí você vai descobrir o que aconteceu com Rip ajudando esse velho.

Resumo da obra

Quem subiu pelo rio Hudson deve lembrar – se as montanhas Kaatskill. Todas as boas esposas da região de acordo com sua aparencia, conseguem prever o tempo.
Ao pé dessas montanhas, o viajante pode avistar fumaça erguendo – se de uma aldeia, que foi fundada por algum colonizador holandês.
Nessa aldeia, vivia há muito tempo, um homem simples e bom chamado Rip Wuinkle, que era um marido obediente, dominado pela esposa. Certamente devia ser por isso que lhe conquistava uma popularidade geral, pois sçao mais aptos a serem dóceis e conciliadores fora. Ele era o favorito das crianças e das boas esposas.
O grande defeito de Rip era uma insuperável aversão a qualquer tipo de trabalho útil. Jamais se recusaria a ajudar um vizinho, mesmo nas tarefa mais dura. Numa palavra, Rip estava senpre pronto para cuidar dos negócios de quem quer que fosse, exceto dos dele próprio. Mas cumprir os deveres para com a  família e manter sua fazenda em ordem, ele achava impossível.
Dizia  que  não  adiantava  nada  trabalhar  em  sua fazenda: era o pior pedaço de terra de toda a região. Tudo ali dava errado  e  daria  errado  apesar  dele. Era a  fazenda em piores condições de toda a redondeza.
Seu filho Rip, um moleque igualzinho a ele, fazia prever que ia herdar-lhe os hábitos, junto com as suas roupas velhas. Viam-no geralmente correndo como um potro atrás da mãe. Rip Van Winkle,  porém, era  um  desses  felizes mortais bemhumorados,  sempre  de  bem  com  a  vida.  Sua  mulher vivia  resmungando  nos seus ouvidos sobre sua preguiça, sua negligência e a ruína a que ele estava levando sua família. De manhã, à tarde e à noite, sua língua estava reclamando de tudo o que ele dizia ou fazia.  Rip não  dizia  nada.  Isso,
porém, provocava uma nova enxurrada de queixas e então, ia para fora de casa.
O  único  a tomar  partido  de Rip  em  seu lar  era  seu  cachorro Wolf,  tão  tiranizado  pela  Senhora  Van Winkle  quanto  seu  dono, pois aquela os via como companheiros de preguiça. A  verdade  é  que  Wolf  era,  sob  todos  os aspectos,  um  cachorro  digno; era corajoso, mas que coragem podia enfrentar os contantes e esmagadores de uma mulher?
Foi ficando pior para Rip Van Winkle com o passar dos anos de  casamento. Um temperamento  azedo jamais  se  abranda  com  o tempo, e uma língua afiada. Por  muito  tempo,  ele costumava consolar-se, ao  ser expulso  de casa,  freqüentando  uma espécie  de  clube  dos  sábios,  filósofos, etc. Eles costumavam  se  sentar  à  sombra, conversando distraidamente  sobre  mexericos  da  aldeia  ou  contando  histórias intermináveis. Se algum jornal deixado por um viajante de passagem, era lido arrastadamente por Derrick  Van.
Numa dessas longas andanças, num belo dia, tinha escalado,  sem  dar  por  isso,  uma  das  partes  mais  altas  das montanhas Kaatskill. Estava  entretido caçando esquilos escoou repetidamente os estampidos  de  sua  espingarda na rocha. Lançou-se  sobre  uma  colina  verde,  à  beira  de  um precipício. Ele podia avistar toda a  região  mais  abaixo,  a  grande  distância.  Viu  o  altivo  Hudson, longe, movendo-se em seu curso silencioso.
Do outro lado, avistou um vale profundo, selvagem, solitário e  eriçado. Por  algum tempo Rip permaneceu ali. A  noite avançava. Ele suspirou profundamente ao pensar nas ameaças da Senhora Van Winkle que ele teria de enfrentar.
A  ponto  de  descer,  ouviu  uma  voz  chamando-o:  “Rip  Van Winkle!  Rip  Van Winkle!”  Olhou  ao  redor,  mas  não   conseguiu ver  nada. Pensou que sua imaginação,  quando  ouviu  o  mesmo grito. No mesmo momento,  Wolf deu um fraco rosnado e ficou junto do dono, olhando assustado para o vale. Olhou na mesma direção  e  percebeu  uma  figura escalando as rochas e carregando algo nas costas. Ele  ficou  surpreso  ao  ver  um  ser  humano naquele lugar, mas ele achava que era algum dos vizinhos precisando de sua ajuda, correu a oferecê-la. Ao  chegar  mais  perto, era  um  velho  baixo. Vestia-se  à  antiga moda holandesa. Carregava um  barril,  que  parecia licor, e  fazia  sinais a Rip para que o ajudasse. Embora ressabiado  e  desconfiado, Rip o ajudou. Subiram um barranco. Quando escalavam, Rip ouviu um barulho de um trovão distante. Parou  por  um momento, mas  supondo  que  era  um  desses trovões que anunciam uma pancada de água, prosseguiu. Chegaram a um  pequeno  anfiteatro,  cercado  por precipícios e árvores. Havia algo estranho e incompreensível no desconhecido que inspirava medo e impedia a intimidade da conversa.
Ao entrarem no anfiteatro, apareceram outros motivos de espanto. No centro havia um grupo de homens esquisitos jogando um antigo jogo de bola holandês.  O que parecia particularmente estranho a Rip era que, eles estivessem se divertindo, mas ficavam numa expressão séria. Nada interrompia o silêncio. Quando eles se aproximaram, eles de repente desistiram do seu  jogo e o encararam,  que  seu coração  disparou. Seu companheiro esvaziava o conteúdo do barril em garrafões e fazia  sinais para  que ele servisse o grupo. Obedeceu com medo e tremendo; eles beberam e voltaram ao jogo. Pouco a pouco o medo de Rip diminuiu. Saboreou o licor, que tinha  o  gosto  das  melhores  bebidas  holandesas. Um  gole leva a outro, tomou tanto que seus  sentidos se enfraqueceram e ele caiu num sono profundo.
Ao acordar, estava na colina verde onde se encontrou com o velho. Era uma manhã  ensolarada.“Com certeza não devo ter dormido aqui a noite toda” pensou Rip. Recordou  o que acontecera “Oh!, aquele garrafão! Maldito  garrafão! Quantas  desculpas  eu  devo  pedir  à  Senhora  Van Winkle!”. Procurou  por  sua  arma, mas em seu lugar  encontrou apenas uma espingarda toda corroída de  ferrugem. Suspeitava agora de que os homens da montanha tinham lhe pregado uma peça: depois de o embebedar com o licor. Também Wolf tinha desaparecido, mas bem podia ter corrido atrás de um esquilo, assobiou chamando – o, mas não se viu nenhum cachorro. Decidiu  revistar  a  cena  do  dia anterior e, se encontrasse alguém do jogo, pedir seu cachorro e sua espingarda. Notou que suas juntas estavam rígidas e mais fracas do o normal. “Essas camas de montanha não são comigotere”, pensou Rip. Desceu ao barranco. Chegou ao que era o  anfiteatro, mas não encontrou nenhum sinal da escavação que havia antes. Aqui, então, o Rip foi obrigado a parar. De novo assobiou e chamou  pelo cão, inutilmente.A manhã  já ia alta, e Rip sentia-se faminto. Temia encontrar a esposa, mas não podia morrer de fome  nas montanhas, dirigiu seus passos para casa.
Ao  se  aproximar  da  aldeia,  encontrou  algumas  pessoas, mas nenhuma conhecida, o que o surpreendeu um bocado. Também suas roupas eram de um tipo diferente daquele com o qual ele estava acostumado. Todos olhavam para  ele, com espanto. Quando Rip coçou o queixo, descobriu que sua barba tinha crescido um pé!
Agora,  tinha  chegado  aos  limites  da  aldeia.  Um grupo de crianças desconhecidas, gritavam e apontavam sua barba  grisalha.  Também  os  cães,  que  ele  não reconheceu, latiam.A aldeia estava maior e mais povoada. Duvidava do seu próprio juízo; começou a achar que talvez ele e o mundo a sua volta estivessem enfeitiçados. Certamente esta era  sua aldeia natal, que ele deixara na  véspera. “Aquele garrafão de ontem à noite perturbou  a  minha cabecinha!”.
Foi  com  alguma  dificuldade  que  encontrou  o  caminho  para sua casa, da qual ele se aproximou com medo silencioso, esperando a  cada  momento  ouvir  a  voz  estridente  da  Senhora  Van Winkle.
Encontrou a casa em ruínas. Um cão meio morto de fome, que se parecia com Wolf, Rip chamou-lhe pelo nome, mas ele rosnou e foi embora. “Até o meu cachorro esqueceu-se de mim!”
Entrou na casa. Estava vazia e, segundo parecia, abandonada. Chamou em voz alta pela esposa e filhos — os aposentos desertos ressoaram com sua voz por um momento e, então, tudo voltou ao silêncio de antes. Correu para a pousada da aldeia, mas ela  também  tinha  desaparecido. Havia, como sempre, uma multidão de pessoas perto da porta, mas nenhuma que Rip reconhecesse. Até o caráter do povo parecia mudado. Ao invés da calma habitual, as pessoas eram apressadas e agitadas.
Rip, com sua  longa barba grisalha, sua espingarda enferrujada, sua roupa grosseira logo atraiu a atenção dos homens do hotel.  Cercaram-no, olhando-o com grande curiosidade. Perguntaram em quem ele tinha votado. Rip arregalou os olhos,  sem  entender  nada.  Um homem puxou-o pelo braço e perguntou se ele era federalista ou democrata. Rip  não conseguia entender  a  pergunta. Por fim um velho lhe perguntou, em tom grave, o que ele fazia numa eleição com uma arma ao ombro e uma multidão a segui-lo e se ele queria liderar uma revolta na aldeia.
“Ai!, senhores, eu sou um pobre coitado, pacífico, natural  deste lugar”. E o pobre homem assegurou, humildemente, que não pretendia armar confusão, mas que viera ali  apenas para procurar alguns  os seus vizinhos, que costumavam reunir-se naquele lugar.
“Bem,  quem  são  eles?”
“Onde está Nicholas Vedder?”
Houve silêncio por um instante, até que um velho respondeu:“Nicholas Vedder? Está morto e enterrado há dezoito anos!
“Onde está Brom Dutcher?”
“Oh, alistou-se no exército, logo no começo da guerra; uns dizem que ele morreu em combate, outros que se afogou. Não sei, ele nunca mais voltou”.
“Onde está Van Bummel, o mestre-escola?”
“Alistou-se também, foi um grande general e agora está no Congresso”.
O coração de Rip se partiu. Não tinha coragem de perguntar por outros amigos, mas  gritou desesperado: “Ninguém  aqui  conhece Rip Van Winkle?”
“Oh, claro! Aquele ali, encostado na árvore, é Rip Van Winkle”.
Rip olhou e avistou uma réplica exata de si mesmo no tempo em que ele subiu a  montanha. Ele estava agora completamente confuso. Duvidava  de  sua  própria identidade. Em  meio  a  esse embaraço, perguntaram-lhe quem ele era e qual era seu nome.
“Só Deus sabe”, exclamou.” Não sou eu mesmo… sou uma outra pessoa…aquele ali é que sou eu…não… alguém tomou o meu lugar…  Eu era eu mesmo a noite passada, mas  adormeci na montanha  e  mudaram  minha  espingarda  e  tudo  mudou, e mudei, e não sei dizer qual o meu nome ou quem sou eu!”
Os que estavam presentes começaram então a olhar um para o outro. Nesse momento,  uma bela mulher abriu  caminho  na  multidão em Rip, trazia nos braços uma criança que, assustada com o olhar de Rip, começou a chorar. “Quieto, Rip”, gritou ela, “o velho não vai machucar você”. Tudo despertava um monte de recordações na mente de
Rip. “Qual é o seu nome, minha boa mulher?”, perguntou.
“Judith Gardiner”.
“E o nome do seu pai?”
“Ah, pobre homem,Rip Van Winkle era seu nome, mas há vinte anos ele saiu de casa e nunca mais voltou…  Seu  cachorro  voltou  para  casa  sozinho. Na época, eu era uma garotinha”.
Com a voz tremendo Rip perguntou: “Onde está sua mãe?”
“Oh, ela também morreu, mas há pouco tempo”.
Não pôde se conter mais. Abraçou sua filha e o filho dela. “Sou  seu  pai!’,  gritou. “Ninguém reconhece o pobre Rip Van Winkle?”
Todos  ficaram  admirados,  até  que  uma  velha,  destacando-se da  multidão, olhou atentamente para o rosto de Rip por um momento, exclamou: “Não resta dúvida! É Rip Van Winkle… é ele mesmo! Mas onde você esteve nesses vinte longos anos?”
A história de Rip  foi narrada brevemente, pois os vinte anos tinham sido para ele apenas uma unica noite. Os vizinhos ficaram espantados ao ouvi-la.
Decidiu- se, porém, ouvir a opinião do velho Peter Vanderdonk. Confirmou a  história  da  maneira  mais satisfatória. Assegurou que as montanhas  Kaatskill eram freqüentadas  por  seres  estranhos. Seu pai os tinha visto uma vez, em seus antigos  trajes holandeses, jogando bola numa cavidade da montanha. Ele havia ouvido, o som de suas bolas, como barulho de trovão. O grupo se desfez e voltou a cuidar da eleição. A filha de Rip o levou para morar em sua casa confortável junto com ela e o marido. Rip agora retomava seus velhos hábitos. Encontrou muitos de seus antigos companheiros, mas todos tinham sofrido os estragos da passagem do tempo. Sem nada para fazer em casa e tendo chegado àquela idade feliz, tomou lugar mais uma vez no banco junto à  porta da pousada e era reverenciado como um dos patriarcas da aldeia. Levou tempo para conseguir conversar normalmente os estranhos acontecimentos que tinham ocorrido durante seu sono. Rip não se interessava por política; as mudanças de estados e impérios pouco o impressionavam; mas havia uma espécie de tirania sob a qual ele sofrera muito tempo, a feminina. Livrara o pescoço do jugo domatrimônio e podia entrar  e sair quando queresse, sem temer a tirania da Senhora Van Rinkle. Rip costumava  contar sua história a todo estrangeiro que chegava ao hotel do Senhor Doolittle. Finalmente, a narrativa fixou-se exatamente nos moldes em que a narrei, e nenhum  homem, mulher ou criança da redondeza deixava de a saber  de  cor. Alguns sempre insistiam em que Rip tinha perdido o juízo. Os velhos habitantes holandeses, porém, acreditavam, quase todos, nela. Ainda nos dias de hoje, jamais ouvem uma trovoada numa tarde de verão sobre o Kaatskill sem dizer que aquele grupo de homens estranhos estão jogando bola. E é um desejo comum a todos os maridos tiranizados pela esposa, na redondeza, quando a vida  se  torna  um  fardo,  poderem  beber  um  gole  repousante do garrafão de Rip Van Winkle.

Curiosidades.

Presentes de Reis Magos.
Reis Magos: três  sábios do Oriente  que viajam  para prestar homenagem a
Jesus Cristo, em seu nascimento, levando-lhe presentes.

A carta roubada.
Tabaqueira: objeto, geralmente uma caixa, para guardar tabaco (fumo).

A Sociedade dos Ruivos.
Pound: libra, moeda inglesa, usada no Reino Unido (união  política composta de quatro  países: os que formam a Grã-Bretanha —  Inglaterra, Escócia e País de Gales — e, desde 1922, a Irlanda do Norte).

Rip Vam Winkle.
Anfiteatro:  edifício  de  forma  circular,  com  uma  arena  no  centro,  para
espetáculos.

Imagens relacionadas.

Presentes de Reis Magos.

A carta roubada.

Sociedade dos Ruivos.

Rip Van Winkle


 

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Lendo o conto “A carta roubada” pude perceber que prestamos mais atenção nos detalhes, pois cada detalhe pode ser a solução para resolver o caso.



No conto “Sociedade dos Ruivos” pude perceber que, sempre aquela pessoa muito boa tem que ter certa desconfiança, pois sempre tem algo por trás



Eu, como mãe, achei que os contos são muito interessantes, pois faz com que prestamos mais atenção em cada detalhes, pois cada detalhe pode ser uma solução, para sabermos que aquela pessoa muito boazinha tem certa desconfiança e para ajudarmos pessoas, mas cumprir com nossos deveres.



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